Como Ester – Antes de ir ter com o rei. || Fala Garota

10:08 Any Olliver 0 Comments


Talvez estejamos nos tempos atuais, vivendo como Ester. Deixe me explicar melhor... Não me refiro à sua vida após a conversa com seu primo Mardoqueu, após os 3 dias de jejum, após entrar sem ser solicitada à presença do rei... não! Me refiro à antes, quando se tornou enfim rainha e provavelmente vivia em meio aos jardins, a se deitar em lençóis de seda, rodea de servas a ampará-la. Talvez muitas de nós, moças cristãs, estamos assim, desfrutando dos bons momentos nos enviado pelo Eterno, das adoráveis companhias e presentes recebido todos os dias. Claro, com algumas situações difíceis aqui e ali, normais de uma vida sobre a terra, mas bem. Em bons tempos.
No capítulo 4 do livro de Ester, Mardoqueu o primo, pede a jovem moça que interceda pelo Judeus, que estão prestes a serem destruído, perante ao rei. Ester se assusta em seu íntimo com tal pedido, logo afirma: – “É do conhecimento de todos, desde os servidores do palácio até os moradores de todas as províncias, que ninguém, seja convêm ou mulher; pode entrar no pátio de dentro do palácio para falar com o rei, a não ser que tenha recebido ordem para isso. A lei é esta: quem entrar sem licença do rei será morto, a não ser que o rei estenda o seu cetro de ouro para essa pessoa. E já faz um mês que o rei não me manda chamar.” (Ester 4:11 NTLH)
Mardoqueu fala com seriedade:
“Não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte. Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como está.” (Ester 4:13,14 NTLH)
Será que não podemos estar acostumadas? Não digo que Ester estava, mas com toda certeza, ao ver a segurança que Deus lhe concedeu, temeu, qualquer uma temeria. Mas baseado nisso, será que nosso bom emprego, talvez nosso bom relacionamento, nossas amizades agradáveis, e dotes não estão nos atendo de tal maneira em casulo de segurança e bonança, que está nos fazendo esquecer de nosso propósito?!
O caso é que não importa o quão boa e favorável seja a situação de uma moça cristã, o fato de ter aceitado a Cristo e ter determinado segui-lO, quer dizer que não terá uma vida calma como ele não teve. Não será servida como Ele não foi. Não será admirada como ele não foi – pelo menos, não por todos e por toda a vida!
Se não compreendemos isso, então não devemos confessar que somos Suas seguidoras, pois será da boca para fora. Todas as qualidades, elogios, beleza e até mesmo status tudo que nos foi entregue, tem um único propósito: Glorificar a Deus. Porque no fim, tudo é sobre Ele, e para Ele. A escrituras afirmam que “os tempos são maus” (Efésios 5:16) e nosso Amável Deus “quer que todos se salvem” (1 Timóteo 2:4). Quem amamos tem de estar no dia da glória, e inclusive nossos inimigos também... nada é sobre nós!
Talvez tenhas beleza exterior e interior, talvez termines o dia com alguns elogios, talvez sua família seja uma benção, tenhas uma bela voz, um mistério de destaque e penses que assim tudo sempre permanecerá. Óh que não caias nesta querida!
Assim como para a belíssima Ester, o dia da decisão chega em nossa vidas. Cedo ou tarde.
Que eu e você, não nos acomodemos com o tempo de bonança e com o fato de sermos servidas – exultado até secretamente e inconscientemente no íntimo por isso – se esquecendo dos ensinos do Mestre quando lavou os pés de seus discípulos, deixando claro que veio para servir.
Mas, que no fundo, nos lembremos com honra, seriedade e um espírito humilde que nossa beleza, fala, ministério, dons, posses e tudo mais que tenhamos e nos torna bem-aventuradas diante dos povos, nos foram entregues com um único propósito, para o qual todo homem sobre a terra foi formado: Glorificar a Deus.
Não há motivo para o orgulho adornar nossos corações, pois não é Deus quem precisa de nós. Como o próprio sábio judeu explicou a Ester: “Dos céus a ajuda será enviada ao povo” caso não cumpramos com nosso propósito. Somos nós que precisamos desesperadamente dEle, que precisamos servi-lO! Pois a criatura só é verdadeiramente feliz fazendo o que nasceu para fazer.

Que você, que agora lê, se agarre a isto, tendo a certeza de que fostes criada para algo maior que tudo que lhe cerca, por mais bom e seguro que seja. E se por um acaso sentires a sutil comodidade lhe abatendo durante os dias; lembre-se com muita honra e amor das últimas palavras de Mardoqueu naquele diálogo decisivo à Ester: “Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar...”

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